quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Destemidos

Lá longe os sentidos.

Outra hora divididos.

Tão longe perdidos,

Espalhados e caídos.


Lá longe um coração.

Outra hora de algodão.

Tão perto do São,

Tão longe da podridão.


Sem desejos, despertado.

Sem ponta de essência.

Tão perto do passado.

Tão longe da inocência.


Tão longe de ser

Tão longe de sentir

Tão longe de viver

Tão perto de partir


Ricardo Almeida

3 comentários:

passivegrave disse...

Hum, bem escrito sim senhor.

porque ser frio, é o melhor caminho para fugir a podridão.
e quando ja nao há essência nem inocência, o melhor mesmo é esconder os nosso sentidos :)

WoOp WoOp disse...

Sem palavras, para poemas assim .

ByteCode disse...

Eia...ganda poeta que vamos ter...

Vou-te arrancar um olho ao biqueiro para ver se ficas parecido com o Camões...xDDD

PS: O poema tá porreiro!!!

Continua a fazer poemas rapaz ;)

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